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PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

Livro digital

Um dia comum inicia e você acorda, toma um banho, escova os dentes, coloca a roupa, toma café e começa seus afazeres.

O dia de um gráfico, começa pelos detalhes da impressão na embalagem do sabonete, do tubo do creme dental, até mesmo do tipo de impressão no papel higiênico. Particularmente falando, eu chamo isso de doença de gráfico. Tenho o costume de abrir uma revista e cheirar pra lembrar do tempo em que trabalhei no chão da fábrica de uma gráfica.

Olhe ao seu redor e note: tudo o que você vê tem um tipo de impressão. O rótulo da garrafa de refrigerante, o bilhete do metrô, a agenda, a receita médica, uma embalagem.

Há alguns anos, surgiram os livros digitais, uma tecnologia que aparentemente veio para inovar a forma de leitura de muitas pessoas. Seria esse o fim das editoras gráficas? Seria esse o início de um novo "boom" no mercado editorial e mais uma crise no mercado gráfico?

Pare e pense: seus filhos e netos carregarão cerca de cinco, dez, quinze livros que “hoje” são grandes e pesados (geralmente essa é a justificativa que muitos usam para não ler um livro) em um único aparelho eletrônico.

E as vantagens deste aparelho são muito grandes, mas o acesso ainda é um pouco difícil, uma vez que o acesso a esses leitores no Brasil é baixo por conta do alto preço de um livro comum. O que dirá o custo de um livro digital.

O mercado do livro digital está nas mãos das editoras e a luta para vender a preços baixos é grande. Ao comprar um tablet o usuário também precisa comprar o "livro digital", em algumas circunstâncias ele consegue uma economia de 15% de desconto entre o valor do livro digital e do livro impresso.

Há quem resista ao tablet e diga que o velho e bom livro de estante é mais envolvente. Opiniões se dividem quanto às vantagens e desvantagens, mas se tratando de um país onde uma pessoa lê, em média, somente 4 livros durante um ano, eu apoio a ideia da leitura.

Se você gosta de aparelhos tecnológicos, usufrua deste recurso (e de outros que um tablet pode oferecer) ou, se preferir, um livro ou uma revista impressa para "sentir" o produto, aproveite a sensação!

Olhando pelo ponto de vista do empresário gráfico, essa tecnologia pode sim mudar o faturamento de muitas gráficas, mas quem sabe com base nesta “crise” algum tipo de inovação apareça para a redução de custos de impressão e acabamento? Algumas gráficas ao produzirem um livro impresso, também fazem a conversão para o livro digital, desta maneira perdem por um lado e ganham por outro.

Segundo o Dicionário Aurélio (1999), livro é uma "reunião de folhas ou cadernos, cosidos ou por qualquer outra forma presos por um dos lados e enfeixados ou montados em capa flexível ou rígida".

Que tal mudarmos este significado?

 

deboraADRIANA ESTEVES

É Consultora de Implantação ERP da Ecalc Software.

 

adriana.esteves@hotmail.com.br

 

 
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